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VII Tributo a Otacílio Batista – A Poesia Vive chega a sua 8ª edição

O VII Tributo a Otacílio Batista – A Poesia Vive será realizado sábado, 6, a partir das 20h, no Sindicato dos Bancários, localizado na Avenida Beira Rio, em João Pessoa, no sentido Centro-Praia, com entrada franca.

Quem lembra dos grandes desafios da cantoria de viola reunindo nomes como Lourival Batista, Pinto do Monteiro, Dimas Batista, Diniz Vitorino, Pedro Bandeira, Oliveira de Panelas, Daudethe Bandeira e tantos outros grandes do repente, certamente remete a figura imponente do legendário poeta popular Otacílio Batista, também conhecido como “A Voz do Uirapuru.” Pernambucano, de Itapetim, radicado na Capital paraibana, foi ele um dos principais responsáveis pela propagação da cantoria de viola por todo o Brasil e outros países, a exemplo de Portugal, Cuba e Argentina.

Autor da música Mulher nova, bonita e carinhosa faz o homem gemer sem sentir dor e do livro, que é considerado a “bíblia” dos repentistas, “Antologia Ilustrada dos Cantadores”, escrito em parceria com o professor cearense Francisco Linhares, Otacílio Batista morreu no dia 5 de agosto de 2003. Desde então, a família daquele poeta, que cantou para seis presidentes da República e para o Papa João Paulo II, organiza o evento intitulado “Tributo a Otacílio Batista – A Poesia Vive.” O encontro cultural sempre reúne personalidades ligadas as mais diversas frentes artísticas e, como não podia deixar de ser, a principal atração da noite é a cantoria de viola improvisada, em sua mais bela forma, que são as estrofes ritmadas e metrificadas, sempre materializadas nas vozes dos legítimos repentistas nordestinos.

No próximo mês, o Tributo a Otacílio Batista – A Poesia Vivie chega a sua oitava edição e o evento deve repetir o sucesso dos anos anteriores, com uma média de público superior a 400 pessoas. O filho mais novo de Otacílio, o jornalista Fernando Patriota, adiantou o que já está agendado dentro da programação. “Teremos duas duplas de cantadores, três declamadores, um quinteto de metais com músicos da Banda 5 de Agosto, um grupo de teatro e musicistas, que interpretarão canções consagradas de Otacílio Batista.” Patriota disse, ainda, que o Tributo tem o apoio do Sindicato dos Bancários da Paraíba, da Funjope e do O Sebo Cultural.

Em 1959, Otacílio Batista venceu pela terceira vez um congresso de cantadores realizado no Rio de Janeiro, promovido pelo Jornal do Brasil e dirigido pela condessa Pereira Carneiro, proprietária do jornal. Uma década depois, pela quarta vez, a “Voz do Uirapuru” levava para casa o troféu de primeiro lugar no encontro de repentistas no Teatro do Parque, em Recife, realizado pelo poeta Rubens Teixeira. Em 1971, em João Pessoa, venceu pela quinta vez o festival de cantadores em João Pessoa/PB, no Teatro Santa Roza, promovido pelo governo do Estado. No mesmo teatro, fazendo dupla com seu irmão Dimas Batista, alcançou o primeiro lugar no maior congresso de cantadores organizado pela Sociedade de Cantadores e Poetas Populares do Brasil (Sovibril), com sede em Fortaleza/CE. Em 1975, Otacílio consegue o bicampeonato da Sovibril, na cidade de Aracati/CE.

No inicio dos anos setenta do século passado, Otacílio Batista estava em São Paulo, em companhia de Diniz Vitorino, para uma exibição didática das modalidades de viola na TV Cultura. O repórter da Nova Tribuna. Júlio Amaral de Oliveira, sabendo da visita dos dois poetas escreveu em seu jornal: “Otacílio Batista Patriota é um dos maiores nomes da poesia popular, não só pelas invulgares qualidades que ostenta mas, também, pela soma de tradições que é portador. Irmão dos notáveis repentistas Dimas e Lourival Batista Patriota, constituem a mais rutilante constelação de cantadores vivos.”

Otacílio cantou para os presidentes da República; Eurico Dutra, Juscelino Kubitschek, João Goulart, Jânio Quadros, Figueiredo e Sarney, e para o cantor e compositor Roberto Carlos. Junto a seu irmão, Lourival Batista, no Teatro Santa Isabel, foi considerado um ícone da cantoria de viola, por Ariano Suassuna. Em 1983, levou seus versos para o Papa João Paulo, em Fortaleza/CE.

Sua discografia também é vasta. Durante sua carreira o poeta gravou: Cantador, Verso e Viola (com Lourival Batista, 1983); Viola, Verso e Viola com os irmãos Batista e Diniz Vitorino (1973); Repentistas, os gigantes do improviso, com Diniz Vitorino (1973); Apelo ao Papa, com Pedro Bandeira (1980); Otacílio Batista do Pajeú (1982); Só Deus improvisa mais, com Oliveira de Panelas, (1979), Mec 1984 e Meio Século de Viola (1989). Outras participações especiais: Coletânea de Repentistas: Canção “Lua Divina”, gravada por Oliveira de Panelas, 1975; Nordeste: Cordel, Repente: canção: “gado bom quem tem sou eu” gravado por ele próprio.

Em parceria com o poeta e professor Francisco Linhares, lançou e foi consagrado pelo povo, a Antologia Ilustrada dos Cantadores.(1976 e 1982). Esse livro é considerado a “Bíblia da Cantoria”, onde estão registrados a vida e obra de 300 repentistas. Antes, em 1971, Otacílio Batista escreveu Poemas e Canções. Depois da segunda edição de antologia, publico Poemas que o Povo Pede, Ria até Cair de Costa (1982); Caçador de Veados (1987); O que me falta fazer mais (1990); Poemas Escolhidos (1993); os autobiográficos Os Três Irmãos Cantadores (1995) e Dois Poetas do Povo e da Viola, com Oliveira de Panelas (1996).

Ainda publicou A Criança Abandonada e outros poemas; Os Versos Apimentados do Velho João Mandioca e os cordéis: Zé Limeira, poeta dos disparates, Apelo ao Papa, Peleja de Otacílio Batista com Zé Ramalho, Dr. Alisando Cresce, Os Bichos contra a Ciência, O Namoro de Hoje em Dia e A Morte de Padre Zé. É autor da letra: Mulher Nova Bonita e Carinhosa faz o homem gemer sem sentir dor, gravada por Amelinha e Zé Ramalho.(1982). Essa música serviu de trilha sonora no seriado da Rede Globo, “O Lampião”. Outra letra sua, foi gravada por Luís Gonzaga – O Papa e o Jegue. Pinto do Acordeon gravou – O Dólar e o Cruzado, também letra de sua autoria

Fonte: WScom

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